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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Rotina


Notou, pela tênue claridade: a noite chegara ao final. Levantou-se vagarosamente. Esticou-se, respirando devagar. Caminhou até a janela. Abriu-a. Primeiros raios de sol. Sorriu timidamente. Aspirou o ar renovado. Dirigiu-se ao banheiro. Tomou banho. Vestiu-se. Um café. Um silêncio. Saiu. Rua. Pessoas. Movimento. Barulho. Trabalho. Trabalho. Trabalho. Fim de tarde. Expectativa. Rua. Pessoas. Barulho. Casa. Banho. Um café. Um silêncio. Pensamentos. Lembranças. Fechou a janela. Escuro. Deitou-se. Lágrimas. Dormiu. Rotina.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Um dia...

Corria em desespero
Em plena tempestade.
Sem olhar para trás.

Chorava copiosamente.
Tinha firme a certeza
De que não retornaria jamais.

Era a hora de prosseguir.
Sabia que um dia voltaria a sorrir.

terça-feira, 21 de abril de 2020

A moça e a solidão

A moça de olhar triste 
circula à noite pela cidade. 
Lugar algum chama a sua atenção. 

Permanece pouco, 
sorri por necessidade 
e volta abraçada com a solidão.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Queria te contar...

Queria te contar
Mas não tinha ficha ou cartão
Não achei nem mesmo um orelhão
Pra te ligar a cobrar.
Queria te contar
Mas não achei caneta ou papel
Nem mesmo tinta ou pincel
Pra um bilhete rabiscar.
Queria te contar
Mas por celular era tão caro...
Com crédito?, ih, fato raro...
Talvez fosses me bloquear...
O tempo se foi, a passar.
Fiquei tão aborrecido...
Com o tempo, perdeu sentido...
Mas queria te contar...

Pensando em ti

Um dia, te citei.
Lembrei, me comovi.
Então recitei
Pensando em ti.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Quem a entenderia?

A moça já não sorri.
Só ri.
Um riso desajeitado.

Depois disfarça,
olha pro lado,
com seu olhar triste
e desbotado.

(Quem a entenderia?)

Ser feliz

A moça
desperta
e por um instante
se angustia.

Depois sorri.

Afinal é um novo dia
que se inicia.

(tempo de ser feliz)