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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Mulher matemática

Ela é como a matemática
Exata e lógica.
O seu ritmo
É numeral, é logarítmico.

O seu olhar é matemático
Claro e enfático.
Para conhecê-la de vez
Nem mesmo com regra de três.

Sei de cor sua tabuada
E tento calcular sua raiz.
Mas isso é quase nada
Para fazê-la feliz.

Estudo sua geometria
E uso certa simetria
Para saber qual a fração
Para conquistar seu coração.

Ela me usa e abusa
Sou um simples cateto e ela a hipotenusa.
Sinto-me um ônus tarifário
Um reles número ordinário.

Mas o amor é assim, esquisito
Aberto ao infinito.
Quem sabe lá, depois
Um mais um vire nós dois.

O começo de tudo

Sem lastro
Nem rastro.
Sozinho.

A cada instante
Seguir adiante
Era o caminho.

Até que encontrei você.
Quando me achei e pude me perder...

Um olhar

Lágrimas no olhar distante
Brilho em um olhar de lado
Olhar voltado a determinado instante
Semicerrado olhar apaixonado...

terça-feira, 17 de junho de 2014

Não se apresse...

Não se apresse
O amor demora.
Não aparece
Assim, de hora em hora.

Não se apresse
Amor não é paixão.
Às vezes até parece
Mas aí é só ilusão.

Tenha calma
Que ele vai chegar.
Ele vem de corpo e alma
E aí é para ficar...

Na correria...

Não tive tempo de me olhar bem
E saí em desalinho...

Não é vaidade, que nem faz bem.
É que no meio do caminho...

... deu-me uma tristeza, aquela que arrasa:
Deixei minha alegria em casa.

Uma certeza eu tinha...

Nos mais diversos lugares
Entre todos os milhares
Sem tempo definido algum

Eu era apenas um.

Mas isso não me causou tristeza
Medo, insegurança ou estranheza
Isso nunca me aborreceu

Porque eu sabia que era seu...

Ali...

Vou ali
no embalo
do vento
que dá
a força
mas não
a direção.
O destino
improvisa,
ora ventania,
ora brisa.
Só disso sei.
Mais nada.
Ora partido,
ora inteiro,
sigo decidido.
Talvez depois
do nevoeiro
seja o meu local
de parada.