o meu último poema
será de todos o mais simples
mas não terminará
com um fim
não selará a minha sorte
atravessará a minha vida
ultrapassará a minha morte
e não será de despedida
será sem ponto e sem nostalgia
pois seguirá na poesia
que vive em mim
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Sementes
Aqueles tempos de festas
Deixaram arestas
De um passado
De histórias vividas
Que marcaram nossas vidas
E caminham ao nosso lado.
A gente cantava
E se emocionava
Com o mundo.
Sabia que o amor
Sempre teria valor
E não acabaria num segundo.
Eram tempos tão bons
Eram nossos os tons
E as melodias.
Era um sonho tão louco
Éramos felizes com pouco
No muito de nossas poesias.
A compor e a cantar
A sorrir e a dançar
Sempre seguros
De que o amor e a arte
Sempre, em toda parte
Estariam em nossos futuros.
Aqueles tempos de festas
Deixaram arestas
Mas muita emoção.
Pois o sonho da gente
Ficou para semente
E não foi ilusão.
Deixaram arestas
De um passado
De histórias vividas
Que marcaram nossas vidas
E caminham ao nosso lado.
A gente cantava
E se emocionava
Com o mundo.
Sabia que o amor
Sempre teria valor
E não acabaria num segundo.
Eram tempos tão bons
Eram nossos os tons
E as melodias.
Era um sonho tão louco
Éramos felizes com pouco
No muito de nossas poesias.
A compor e a cantar
A sorrir e a dançar
Sempre seguros
De que o amor e a arte
Sempre, em toda parte
Estariam em nossos futuros.
Aqueles tempos de festas
Deixaram arestas
Mas muita emoção.
Pois o sonho da gente
Ficou para semente
E não foi ilusão.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Guardado...
Aquele ar de fim de tarde.
A xícara vazia de um gole de chá.
O amarelado do Sol já tão longe.
O perfume na sala e na memória.
As tantas conversas.
Os tantos sorrisos.
As lágrimas fugidias.
Dias e dias de história.
Decisões refletidas.
Decisões impensadas.
Madrugadas de olhares brilhantes.
O amanhecer de mãos dadas na praia,
no campo, no banco da praça.
Um tempo para nunca esquecer.
Rever, refazer, repetir.
Toda vida, a vida toda.
Detalhes lembrados à noite.
Um sorriso discreto ao lembrar.
Isso tudo em vidas, tantas
Que nem mesmo dá para contar.
Muito guardado na lembrança
ou no livro que acabamos de fechar.
A xícara vazia de um gole de chá.
O amarelado do Sol já tão longe.
O perfume na sala e na memória.
As tantas conversas.
Os tantos sorrisos.
As lágrimas fugidias.
Dias e dias de história.
Decisões refletidas.
Decisões impensadas.
Madrugadas de olhares brilhantes.
O amanhecer de mãos dadas na praia,
no campo, no banco da praça.
Um tempo para nunca esquecer.
Rever, refazer, repetir.
Toda vida, a vida toda.
Detalhes lembrados à noite.
Um sorriso discreto ao lembrar.
Isso tudo em vidas, tantas
Que nem mesmo dá para contar.
Muito guardado na lembrança
ou no livro que acabamos de fechar.
Noite
Noite brejeira
Noite faceira
Noite pra mim.
De toda maneira
Aos poucos ou inteira
Noite, enfim.
Dos lugares
Dos andares
Dos olhares
Da nostalgia
Da boemia
Da poesia.
A noite é meu dia...
Noite faceira
Noite pra mim.
De toda maneira
Aos poucos ou inteira
Noite, enfim.
Dos lugares
Dos andares
Dos olhares
Da nostalgia
Da boemia
Da poesia.
A noite é meu dia...
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Um dia...
a nuvem
densa
tensa
avança
avança
avança
alcança
em tempo
o vento
que atormenta
com a tormenta
e transforma
de toda forma
em tempestade
em verdade
que abala
arrasa
assola
como brasa
que teima
e queima
o que ficou
o que restou
o que partiu
a esmo
sem crer
sem saber
mesmo
o que havia
e o que sentiu
um dia.
densa
tensa
avança
avança
avança
alcança
em tempo
o vento
que atormenta
com a tormenta
e transforma
de toda forma
em tempestade
em verdade
que abala
arrasa
assola
como brasa
que teima
e queima
o que ficou
o que restou
o que partiu
a esmo
sem crer
sem saber
mesmo
o que havia
e o que sentiu
um dia.
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