quinta-feira, 10 de setembro de 2015
A casa...
A casa da minha infância tenho na memória igualzinha como era. Ainda ontem passei pela sala e meu pai estava em sua cadeira, lendo compenetrado. Fui ao meu quarto e revirei a caixa de brinquedos. Ao fundo achei aquele velho relógio de pulso, a corda, com pulseira em um lado só. Quando fui ver a hora que marcava, despertei com os olhos úmidos e as mãos vazias...
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Ria...
Ria, ria, na cidade fria.
Ria a moça pela rua.
Ria, ria, ria - e corria,
Imaginando-se nua,
Sob a luz da Lua.
Ria a moça pela rua.
Ria, ria, ria - e corria,
Imaginando-se nua,
Sob a luz da Lua.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Outra vez...
Nos diversos rumos ao desconhecido
Se ainda hoje não me tivesse decidido
E existissem em mim a dúvida e a estranheza
Se ainda hoje não me tivesse decidido
E existissem em mim a dúvida e a estranheza
Posso afirmar, com exatidão e certeza:
Sempre me defini com o coração e (in)sensatez
E escolheria igualzinho - e viveria tudo outra vez.
Sempre me defini com o coração e (in)sensatez
E escolheria igualzinho - e viveria tudo outra vez.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Pela vida...
Mexe no lixão
E assobia,
O maltrapilho.
E assobia,
O maltrapilho.
Tem no coração
A sua alegria
E o seu brilho.
A sua alegria
E o seu brilho.
Há dias em que chora,
Em outros um pouco avança.
Busca força e, sem demora,
Segue a luta, renova a esperança.
Em outros um pouco avança.
Busca força e, sem demora,
Segue a luta, renova a esperança.
Causa inveja e tristeza
Ao pobre do rico cidadão
Que caminha de braços com a riqueza
Mas consigo arrasta egoísmo e solidão.
Ao pobre do rico cidadão
Que caminha de braços com a riqueza
Mas consigo arrasta egoísmo e solidão.
Dança...
Dança de dia
Porque traz alegria.
E não esquece de que a noite vem.
Porque traz alegria.
E não esquece de que a noite vem.
Mas tudo bem.
Quando chegar a noite,
Dança também.
Quando chegar a noite,
Dança também.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Este eu...
Estou sempre neste eu que me acompanha. Neste eu que sabe os meus ensejos e desvenda os meus desejos - até os secretos. Este eu que descobre os meus sonhos mais discretos. Este eu que conhece mesmo mais de mim do que sei eu. Este eu que lembra toda hora o que de mim se perdeu e ri de mim. Como pode este eu agir assim? Como pode este eu tantas vezes me deixar de lado e me fazer sentir abandonado? E acreditem: este eu é capaz de desvendar o meu destino... E quando me julga a ponto de cometer algum desatino me indaga e me cobra, como quem nunca um dia se perdeu, sobre quem é este, esta parte que me sobra, quem é este que afinal sou eu...
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Hoje...
Já ri, com vontade de chorar
Já chorei, com vontade de rir.
Já parti, com vontade de ficar.
Já fiquei, com vontade de partir.
Já chorei, com vontade de rir.
Já parti, com vontade de ficar.
Já fiquei, com vontade de partir.
Já corri, com vontade de parar
Já parei, com vontade de correr.
Já esqueci, com vontade de lembrar
Já lembrei, com vontade de esquecer.
Já parei, com vontade de correr.
Já esqueci, com vontade de lembrar
Já lembrei, com vontade de esquecer.
Já gritei sem dó, para abafar a emoção.
Já estive só, mesmo em meio à multidão.
Já fiz tanto e tão pouco que nem sei.
Já quis tão pouco e tanto, que só mesmo eu sei.
Já estive só, mesmo em meio à multidão.
Já fiz tanto e tão pouco que nem sei.
Já quis tão pouco e tanto, que só mesmo eu sei.
Hoje procuro o pensar que livre voe.
Hoje procuro achar o que o pensar destoe.
Hoje procuro não definir vontades.
Hoje procuro não procurar verdades.
Hoje procuro achar o que o pensar destoe.
Hoje procuro não definir vontades.
Hoje procuro não procurar verdades.
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