sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Um sorriso...
Ontem perdi um sorriso, nas imediações do centro da cidade. Não consegui achá-lo de modo algum. Tenho outros em casa, ainda bem, mas gostava muito daquele também. A quem o encontrar, peço apenas que dê a ele alegria, carinho e atenção - sem restrições de quantidade ou de horário. Não sendo assim, ele vai se enfraquecendo e esvai-se, no ar. Acho tão triste um sorriso desaparecer...
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
A casa...
A casa da minha infância tenho na memória igualzinha como era. Ainda ontem passei pela sala e meu pai estava em sua cadeira, lendo compenetrado. Fui ao meu quarto e revirei a caixa de brinquedos. Ao fundo achei aquele velho relógio de pulso, a corda, com pulseira em um lado só. Quando fui ver a hora que marcava, despertei com os olhos úmidos e as mãos vazias...
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Ria...
Ria, ria, na cidade fria.
Ria a moça pela rua.
Ria, ria, ria - e corria,
Imaginando-se nua,
Sob a luz da Lua.
Ria a moça pela rua.
Ria, ria, ria - e corria,
Imaginando-se nua,
Sob a luz da Lua.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Outra vez...
Nos diversos rumos ao desconhecido
Se ainda hoje não me tivesse decidido
E existissem em mim a dúvida e a estranheza
Se ainda hoje não me tivesse decidido
E existissem em mim a dúvida e a estranheza
Posso afirmar, com exatidão e certeza:
Sempre me defini com o coração e (in)sensatez
E escolheria igualzinho - e viveria tudo outra vez.
Sempre me defini com o coração e (in)sensatez
E escolheria igualzinho - e viveria tudo outra vez.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Pela vida...
Mexe no lixão
E assobia,
O maltrapilho.
E assobia,
O maltrapilho.
Tem no coração
A sua alegria
E o seu brilho.
A sua alegria
E o seu brilho.
Há dias em que chora,
Em outros um pouco avança.
Busca força e, sem demora,
Segue a luta, renova a esperança.
Em outros um pouco avança.
Busca força e, sem demora,
Segue a luta, renova a esperança.
Causa inveja e tristeza
Ao pobre do rico cidadão
Que caminha de braços com a riqueza
Mas consigo arrasta egoísmo e solidão.
Ao pobre do rico cidadão
Que caminha de braços com a riqueza
Mas consigo arrasta egoísmo e solidão.
Dança...
Dança de dia
Porque traz alegria.
E não esquece de que a noite vem.
Porque traz alegria.
E não esquece de que a noite vem.
Mas tudo bem.
Quando chegar a noite,
Dança também.
Quando chegar a noite,
Dança também.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Este eu...
Estou sempre neste eu que me acompanha. Neste eu que sabe os meus ensejos e desvenda os meus desejos - até os secretos. Este eu que descobre os meus sonhos mais discretos. Este eu que conhece mesmo mais de mim do que sei eu. Este eu que lembra toda hora o que de mim se perdeu e ri de mim. Como pode este eu agir assim? Como pode este eu tantas vezes me deixar de lado e me fazer sentir abandonado? E acreditem: este eu é capaz de desvendar o meu destino... E quando me julga a ponto de cometer algum desatino me indaga e me cobra, como quem nunca um dia se perdeu, sobre quem é este, esta parte que me sobra, quem é este que afinal sou eu...
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