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poesia
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r
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m
e
n
t
o
u
(e virou
silêncio)
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Almas nuas
Um corpo nu
e outro corpo nu
se abraçam,
se enlaçam,
tornando uma
as duas partes.
As duas.
E se entrelaçam,
como duas almas
nuas.
e outro corpo nu
se abraçam,
se enlaçam,
tornando uma
as duas partes.
As duas.
E se entrelaçam,
como duas almas
nuas.
domingo, 14 de abril de 2019
O homem solitário
O homem solitário
Carrega correntes.
Correntes invisíveis.
Correntes silenciosas.
Mas pesadas.
Pesadas correntes.
Carrega correntes.
Correntes invisíveis.
Correntes silenciosas.
Mas pesadas.
Pesadas correntes.
O homem solitário
Desperta
Envolto nas correntes.
Enredado nas correntes.
Anda pelas ruas
Arrastando as correntes.
Almoça ao lado
Das correntes.
Descansa
Sentado nas correntes.
Trabalha e se distrai
Puxando as correntes.
As pesadas correntes.
As correntes pesadas.
Janta ao lado
Das correntes.
Reflete
Olhando as correntes.
Desperta
Envolto nas correntes.
Enredado nas correntes.
Anda pelas ruas
Arrastando as correntes.
Almoça ao lado
Das correntes.
Descansa
Sentado nas correntes.
Trabalha e se distrai
Puxando as correntes.
As pesadas correntes.
As correntes pesadas.
Janta ao lado
Das correntes.
Reflete
Olhando as correntes.
O homem solitário
Contempla as correntes.
Acaricia as correntes.
Admira as correntes.
Contempla as correntes.
Acaricia as correntes.
Admira as correntes.
E chora.
Cansado
O homem solitário
Adormece.
Seu corpo acomoda-se
Às correntes.
O homem solitário
Adormece.
Seu corpo acomoda-se
Às correntes.
Sonha, com sofreguidão
O homem solitário.
O homem solitário.
Vê-se livre das correntes.
Dá um sorriso encabulado.
Sente até certa emoção.
E, então, desperta acorrentado
Na sua solidão.
Dá um sorriso encabulado.
Sente até certa emoção.
E, então, desperta acorrentado
Na sua solidão.
Sem explicação
Tinha um riso solto, coberto por pontos de interrogação. Guardava algum segredo. Talvez houvesse medo, talvez houvesse não. Hoje olha meio de lado, num olhar assustado. Já não ri como ria, não. Acha que não cabe... Por quê? Ninguém sabe. Não tem explicação...
É amor...
Não chega a ser paciência, mas uma certa habilidade de acalmar. Não chega a ser esperança, mas um certo jeito de esperar. Não chega ser vontade, mas um certo modo de aspirar. Não chega a ser saudade, mas uma certa angústia no olhar. Assim que é. É amor, mas não há muito bem como explicar...
sábado, 13 de abril de 2019
Os dois
A noite era a mesma, de luar. Os dois ali, a contemplá-la. Ao mesmo tempo. Traziam, por certo, vivências próprias. Até certo ponto, possuíam a mesma visão - não fosse o tempo... O implacável tempo. Tornava-os iguais e também tão diferentes. Talvez representasse o que muitos chamam de destino, outros de realidade...
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