Somos estranhos.
Nos conhecemos
tão pouco e aos poucos.
Somos estranhos
uns aos outros.
Somos estranhos.
Somos estranhos.
Nos conhecemos
tão pouco e aos poucos.
Somos estranhos
uns aos outros.
Somos estranhos.
Tropecei nas letras
e criaram-se palavras
desengonçadas
que até ficaram
engraçadas,
apesar de esquisitas.
Parecia que poderiam
não representar nada,
mas, mesmo assim, no fim,
significavam
diversas coisas bonitas.
De uns tempos pra cá,
algo anda diferente.
Atualmente,
antigamente não é mais
como era antigamente.
Coberta por luzes e purpurina,
linda e leve, a bailarina
desliza, salta, voa, flutua -
até parece tocar na Lua...
Sua felicidade contagia.
Dançar é a sua alegria.
Lá vai a moça,
com os seus olhos brilhantes
e o coração repleto de amor.
Lá vai a moça,
com os seus sonhos radiantes
e o seu suave aroma de flor.
Quando vai, deixa saudade.
Quando vem, traz felicidade.
Apesar de toda sua intensidade
e de refletir a própria imensidão,
a felicidade, na verdade,
cabe inteirinha no nosso coração.