Quantas vezes
olharei para o lado
e desviarei meus passos,
já descontrolado,
perdido de teus braços?
Quantas vezes
vou sorrir sozinho
ao te esperar
e chorar baixinho
por não te encontrar?
Quantas vezes
vou beber a dor
de me conter em abrolhos,
por não ver amor
no fundo de teus olhos?
Quantas vezes, por Deus,
vou ter que me recompor,
por ter meus sonhos os teus
e não ver em teus sonhos o amor?
* poema publicado na imprensa, pela primeira vez, em 11 de janeiro de 1987
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