Somos estranhos.
Nos conhecemos
tão pouco e aos poucos.
Somos estranhos
uns aos outros.
Somos estranhos.
Somos estranhos.
Nos conhecemos
tão pouco e aos poucos.
Somos estranhos
uns aos outros.
Somos estranhos.
Tropecei nas letras
e criaram-se palavras
desengonçadas
que até ficaram
engraçadas,
apesar de esquisitas.
Parecia que poderiam
não representar nada,
mas, mesmo assim, no fim,
significavam
diversas coisas bonitas.
De uns tempos pra cá,
algo anda diferente.
Atualmente,
antigamente não é mais
como era antigamente.
Coberta por luzes e purpurina,
linda e leve, a bailarina
desliza, salta, voa, flutua -
até parece tocar na Lua...
Sua felicidade contagia.
Dançar é a sua alegria.
Lá vai a moça,
com os seus olhos brilhantes
e o coração repleto de amor.
Lá vai a moça,
com os seus sonhos radiantes
e o seu suave aroma de flor.
Quando vai, deixa saudade.
Quando vem, traz felicidade.
Apesar de toda sua intensidade
e de refletir a própria imensidão,
a felicidade, na verdade,
cabe inteirinha no nosso coração.
O ponto circulava perdido,
entre as frases,
parando, ora aqui, ora ali.
Não fazia por mal...
Apenas não sabia
onde seria
o final...
Houve um tempo de ventura,
em que as nuvens serviam de véu
que cobria de afago e candura
as lágrimas de uma estrela no céu.
A Lua colocou-se, então, ao dispor
e resolveu apoiar aquele amor.
Iluminava, como alegre madrinha,
a distante e amada estrela marinha.
No verso de uma folha,
escrevi um verso
que, imerso, versa
sobre o amor.
O verso, versado e versátil,
não tergiversou.
Fez-se tão diverso
que virou desenho de flor.
Vivera o hoje, o agora,
como se fora algo fora
do comum.
Em apenas um segundo,
lá fora, havia um mundo;
já destino, mais que um.
Os terráqueos
dando volta na Lua,
é tão lindo
que nem tem nome.
Pena que na Terra,
pela rua,
tanta gente
ainda passe fome...
Por todos os lugares
por onde andares,
faz um gesto de amor:
planta uma flor.
Belos gestos
geram belas emoções.
Palavras suaves
aliviam corações.
A moça de sorriso brejeiro
é o mais puro encantamento.
É atenta a tudo, o tempo inteiro.
Não perde na vida um só momento.
Estando por perto, é a felicidade.
Estando distante, deixa a saudade.
Era como se fosse importante.
Como se fosse real.
Como se fosse marcante.
Como se fosse especial.
O que era candura e esperança,
tornou-se ternura e lembrança.
A moça, de repente, sorri sozinha.
Foi uma lembrança boa que apareceu.
No seu sorriso, a felicidade se avizinha.
Boa lembrança, agora, quem terá sou eu.
Entre tantos desenganos,
refizemos muitos planos.
Depois, sem mais enganos,
finalmente nos encontramos.
Não tenhas pressa.
Deixa a vida acontecer.
Lembra: o dia só começa,
após a noite adormecer.