quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Para Vinícius de Moraes



Passam-se os anos
E continua vivo o esteta.
Amores, desilusões, desenganos
São rimas, nos versos do poeta.

Das letras, a poesia
Dos amores, o tema
Das noites, a boemia
Dos lugares, Ipanema.

Pela vida bem viveu
Descreveu com simplicidade
O mundo que era seu
Encantando o mundo de verdade.

É, "Vinícius é plural"
Como alguém já havia dito.
E como foi natural
Ao deixar o amor descrito.

Sua ausência física é sentida
Por todos que amam a arte
Mas seus versos, por si, têm vida
E trazem-no em toda parte.

Como diz a canção
Que a ele sempre lembrará
Dos poetas, a emoção:
"Vini, meu velho, saravá!"

domingo, 27 de novembro de 2011

A busca...



Procuro o instante inusitado
A alegria desconhecida
O que sempre está por vir...

A resposta ao não perguntado
A sensação já esquecida
O que do nada há de surgir...

A busca nunca termina...
Renova-se a cada esquina...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Refúgio



Toda prosa
Aquela casa rosa...

Na frente um lindo jardim.

Detrás de um pequeno muro
Um ar de lugar seguro...

Quem não sonha com um refúgio assim?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Um novo dia...



Se seus sonhos fugirem em debandada
E você acordar com ar de nostalgia
Não fique triste, não há de ser nada
Sorria e viva intensamente o novo dia...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Aparece...



Olha a silhueta dela
Esguia, escondida na janela
Olhando quem passa pela rua...
Faz que sim, mas nunca se insinua...

Moça, aparece, mostra
O teu olhar que tão lindo deve ser...
Vem, transparece, para que eu possa
Um pouquinho só, ter a graça de te ver...

Moça não esconde na cortina
Os encantos que eu imagino...
Ages como uma menina
E fazes que me sinta um menino...

Indeciso, rubro e acanhado
Disfarço e finjo não te notar...
Mas adoro me sentir apanhado
Ao ser mira do teu lindo olhar...

Aparece... Deixa eu te ver...