sábado, 29 de novembro de 2014

A moça e o violão

Hoje vi passar a moça.
A moça com o seu violão.
O que cantará a moça?
O que encantará a moça?
A moça com o seu violão
Encantou o meu coração.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Transito

Transito
por este trânsito
esquisito
Transito 
por este trânsito,
esquisito

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O poema

O poema vivia um dilema.
Seria de alegria ou de tristeza?
De tristeza ou de alegria?
Mas de uma coisa ele tinha certeza:
Já era feliz por saber-se poesia...

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fingir?

Ele fingia que sabia o que fazer
Cada vez que ela fingia não o ver.
Depois cada um seguia seu caminho, a sorrir...
Até que perceberam que a distância os consumia.
Descobriram que era o amor que os atraía.
Não adiantava mais fingir...

a rua

as proparoxítonas
rolaram pelos paralelepípedos
e encheram a rua de monossílabos

domingo, 2 de novembro de 2014

Para Drummond

Cada palavra alcança o lugar certo
No tom, na medida, como um concerto.
Em ritmos que ditam a agitação e a calma.
Nas entrelinhas flutuam mensagens
Nos versos surgem sonhos e imagens
Que fazem entorpecer e encantar a alma.
Que sujeito é este que é de ontem e de agora?
Que chega, transforma e depois vai embora?
Que domina a multidão com os seus poemas, sozinho?
Que nos faz ir, voltar, ler e reler?
Que nos faz rir, chorar e perceber
A importância de uma pedra no caminho?
Há momentos em que ficamos sem ação...
Somos, então, tomados pela emoção...
Como falar sobre um poeta tão completo, tão bom?
Sou José e pergunto: “E agora, Drummond?”