terça-feira, 31 de julho de 2007

Poema triste

Divido com vocês uma cena que avistei: uma avó, já idosa como costumam ser as avós, ajudava o pequeno neto a erguer-se para adentrar o contêiner cheio de lixo e pegar comida. Daí surgiu-me um poema triste.

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Poderia parecer engano
O que era uma cena bruta
Mas é um padecer humano
Resultado da ação de uma minoria tão corrupta.

E isso dói
Numa dor condoída
Que corrói
Ao ver a dor de uma vida.

Mas se a mente reclama
É o coração quem chora...
Teria a maldade humana
Saído realmente da caixa de Pandora?

Rastro de flores

Deixei um rastro de flores
Para não me perder do caminho.
Muito procurei entre os amores
Por não saber estar sozinho.

Busquei ser sincero e verdadeiro
Agir sempre com carinho.
Fui real e por inteiro
Para entre as flores não deixar espinhos.

Penso que agindo assim
Aprendi, vivi, algo ensinei.
Doei muito de mim
Mas muito recebi, bem sei.

Esta é a procura da vida
Umas vezes riso, outras dor.
Por vezes chegada, outras despedida
Na procura do grande amor.

Eu encontrei...