Quando o vento está a favor,
para se chegar, é em seguida.
Quando está contra, é um horror -
aí, então, se leva uma vida...
Quando o vento está a favor,
para se chegar, é em seguida.
Quando está contra, é um horror -
aí, então, se leva uma vida...
Se não consegues dormir,
o jeito é não discordar.
Não adianta insistir,
pois a madrugada veio te buscar.
Antes, era preciso ter voz para se cantar.
Ter afinação era mesmo uma necessidade.
Agora, basta ficar nu, berrar, urrar e rebolar -
que já se diz que "canta que é uma barbaridade"...
No jardim, a passear com sua delicadeza,
a moça confunde a quem vê a cena a distância.
É que no mesmo lugar estar contida tanta beleza,
faz parecer que nada mais no mundo tem tamanha relevância.
A moça sorri, discreta,
ao abrir o livro e ver uma flor.
Talvez lembrança de uma paixão secreta.
Talvez o símbolo de um grande amor.
Quando sentires uma
tristeza, um cansaço,
depressa, corre e procura
um afago, um abraço.
O bem depura.
O amor cura.
Observa a tua volta e
jamais esqueças, porém:
muitas vezes, poderás
ajudar na cura de alguém.
Depois de tanto
janeiro,
eis que surge
fevereiro.
Vem vibrante,
faceiro,
como se tivesse chegado
primeiro.
Quando sentires uma tristeza, um cansaço,
depressa, corre e procura um afago, um abraço.
O bem depura.
O amor cura.
Observa a tua volta e jamais esqueças, porém:
muitas vezes, poderás ajudar na cura de alguém.
Éramos errantes,
mas já não tanto
quanto antes.
Hoje, temos esquecido
do que havíamos sido.
Sabemos que assim é.
E que um dia vai dar pé.
Com toda sua força cantava.
Ao delírio, sua voz traduzia
os encantos, as dores que, um dia,
entre louros e glórias viveu.
Esperar? Não, nada esperava.
O futuro traria o inesperado.
O presente seria, então, o passado,
pois, afinal, ninguém sabe o que perdeu.
Não acreditava no acaso.
Contudo, porém, todavia,
sempre esperava o acaso,
para ver se ele aconteceria.
Como o acaso não existe,
não poderá, jamais, ocorrer.
Perde muito tempo quem insiste,
aguardando o acaso aparecer.
Um dia, esqueceu-se do acaso.
Foi à luta e conseguiu vencer.
Então, fez do acaso pouco caso
e, não por acaso, começou a bem viver.
Tanto foi que não se importou
que muito tempo desperdiçou,
sem entender o que acontecia.
Por diversas experiências passou.
Inúmeras angústias suportou.
Mas tudo mudava e não percebia.
É, a vida é mesmo assim...
Aprendizado do início ao fim.
Tempo de tristeza e de alegria.
O passado, lá no passado ficará.
O futuro sempre se apresentará.
O jeito, então, é viver cada dia.
O poema curto
é incisivo, embora discreto.
É franco, firme, direto e reto.
Por conter cada palavra medida,
tem o poder de salvar uma vida.
Aquela moça desfila no salão da minha mente.
Tem no olhar um lindo brilho e sorri tão docemente...
No chão, nem pisa; desliza, como se estivesse a flutuar.
Invadiu a minha retina e se instalou na minha memória.
Nunca mais, nem numa esquina, mas ficou na minha história.
Desde então, a vejo; prevejo; desejo, como se não fosse só sonhar.
Aquela moça, pura delicadeza, desconhece a minha existência.
Somente a poesia, com certeza, poderá descrever a sua essência.
Talvez, alguma vez, ela saiba do que sinto, o que senti, desde que a vi...
Continuo pela vida, nas ruas, nas praças, nas noites, nos bares.
Sem qualquer rota definida, circulo, com leveza, por todos os lugares.
Quem sabe o que virá?
O que tiver que ser, será.
Quem sabe, um dia, aquela moça aparece por aí?