Aquela moça desfila no salão da minha mente.
Tem no olhar um lindo brilho e sorri tão docemente...
No chão, nem pisa; desliza, como se estivesse a flutuar.
Invadiu a minha retina e se instalou na minha memória.
Nunca mais, nem numa esquina, mas ficou na minha história.
Desde então, a vejo; prevejo; desejo, como se não fosse só sonhar.
Aquela moça, pura delicadeza, desconhece a minha existência.
Somente a poesia, com certeza, poderá descrever a sua essência.
Talvez, alguma vez, ela saiba do que sinto, o que senti, desde que a vi...
Continuo pela vida, nas ruas, nas praças, nas noites, nos bares.
Sem qualquer rota definida, circulo, com leveza, por todos os lugares.
Quem sabe o que virá?
O que tiver que ser, será.
Quem sabe, um dia, aquela moça aparece por aí?
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