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sábado, 10 de janeiro de 2026

Aquela moça


Aquela moça desfila no salão da minha mente.

Tem no olhar um lindo brilho e sorri tão docemente...

No chão, nem pisa; desliza, como se estivesse a flutuar.

Invadiu a minha retina e se instalou na minha memória.


Nunca mais, nem numa esquina, mas ficou na minha história.

Desde então, a vejo; prevejo; desejo, como se não fosse só sonhar.

Aquela moça, pura delicadeza, desconhece a minha existência.

Somente a poesia, com certeza, poderá descrever a sua essência.

Talvez, alguma vez, ela saiba do que sinto, o que senti, desde que a vi...


Continuo pela vida, nas ruas, nas praças, nas noites, nos bares.

Sem qualquer rota definida, circulo, com leveza, por todos os lugares.


Quem sabe o que virá?

O que tiver que ser, será.

Quem sabe, um dia, aquela moça aparece por aí? 

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