Tradutor

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A cura

 

Quando sentires uma tristeza, um cansaço,

depressa, corre e procura um afago, um abraço.


O bem depura.

O amor cura.


Observa a tua volta e jamais esqueças, porém:

muitas vezes, poderás ajudar na cura de alguém.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Errantes

 

Éramos errantes,

mas já não tanto

quanto antes.

Hoje, temos esquecido

do que havíamos sido.

Sabemos que assim é.

E que um dia vai dar pé.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O inesperado

 

Com toda sua força cantava.

Ao delírio, sua voz traduzia

os encantos, as dores que, um dia,

entre louros e glórias viveu.


Esperar? Não, nada esperava.

O futuro traria o inesperado.

O presente seria, então, o passado,

pois, afinal, ninguém sabe o que perdeu.

Por acaso...

 

Não acreditava no acaso.

Contudo, porém, todavia,

sempre esperava o acaso,

para ver se ele aconteceria.


Como o acaso não existe,

não poderá, jamais, ocorrer.

Perde muito tempo quem insiste,

aguardando o acaso aparecer.


Um dia, esqueceu-se do acaso.

Foi à luta e conseguiu vencer.

Então, fez do acaso pouco caso

e, não por acaso, começou a bem viver.

A vida é assim...

 

Tanto foi que não se importou

que muito tempo desperdiçou,

sem entender o que acontecia.


Por diversas experiências passou.

Inúmeras angústias suportou.

Mas tudo mudava e não percebia.


É, a vida é mesmo assim...

Aprendizado do início ao fim.

Tempo de tristeza e de alegria.


O passado, lá no passado ficará.

O futuro sempre se apresentará.

O jeito, então, é viver cada dia.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Poema curto

 

O poema curto

é incisivo, embora discreto.

É franco, firme, direto e reto.

Por conter cada palavra medida,

tem o poder de salvar uma vida.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Aquela moça


Aquela moça desfila no salão da minha mente.

Tem no olhar um lindo brilho e sorri tão docemente...

No chão, nem pisa; desliza, como se estivesse a flutuar.

Invadiu a minha retina e se instalou na minha memória.


Nunca mais, nem numa esquina, mas ficou na minha história.

Desde então, a vejo; prevejo; desejo, como se não fosse só sonhar.

Aquela moça, pura delicadeza, desconhece a minha existência.

Somente a poesia, com certeza, poderá descrever a sua essência.

Talvez, alguma vez, ela saiba do que sinto, o que senti, desde que a vi...


Continuo pela vida, nas ruas, nas praças, nas noites, nos bares.

Sem qualquer rota definida, circulo, com leveza, por todos os lugares.


Quem sabe o que virá?

O que tiver que ser, será.

Quem sabe, um dia, aquela moça aparece por aí?