Quando sentires uma tristeza, um cansaço,
depressa, corre e procura um afago, um abraço.
O bem depura.
O amor cura.
Observa a tua volta e jamais esqueças, porém:
muitas vezes, poderás ajudar na cura de alguém.
Quando sentires uma tristeza, um cansaço,
depressa, corre e procura um afago, um abraço.
O bem depura.
O amor cura.
Observa a tua volta e jamais esqueças, porém:
muitas vezes, poderás ajudar na cura de alguém.
Éramos errantes,
mas já não tanto
quanto antes.
Hoje, temos esquecido
do que havíamos sido.
Sabemos que assim é.
E que um dia vai dar pé.
Com toda sua força cantava.
Ao delírio, sua voz traduzia
os encantos, as dores que, um dia,
entre louros e glórias viveu.
Esperar? Não, nada esperava.
O futuro traria o inesperado.
O presente seria, então, o passado,
pois, afinal, ninguém sabe o que perdeu.
Não acreditava no acaso.
Contudo, porém, todavia,
sempre esperava o acaso,
para ver se ele aconteceria.
Como o acaso não existe,
não poderá, jamais, ocorrer.
Perde muito tempo quem insiste,
aguardando o acaso aparecer.
Um dia, esqueceu-se do acaso.
Foi à luta e conseguiu vencer.
Então, fez do acaso pouco caso
e, não por acaso, começou a bem viver.
Tanto foi que não se importou
que muito tempo desperdiçou,
sem entender o que acontecia.
Por diversas experiências passou.
Inúmeras angústias suportou.
Mas tudo mudava e não percebia.
É, a vida é mesmo assim...
Aprendizado do início ao fim.
Tempo de tristeza e de alegria.
O passado, lá no passado ficará.
O futuro sempre se apresentará.
O jeito, então, é viver cada dia.
O poema curto
é incisivo, embora discreto.
É franco, firme, direto e reto.
Por conter cada palavra medida,
tem o poder de salvar uma vida.
Aquela moça desfila no salão da minha mente.
Tem no olhar um lindo brilho e sorri tão docemente...
No chão, nem pisa; desliza, como se estivesse a flutuar.
Invadiu a minha retina e se instalou na minha memória.
Nunca mais, nem numa esquina, mas ficou na minha história.
Desde então, a vejo; prevejo; desejo, como se não fosse só sonhar.
Aquela moça, pura delicadeza, desconhece a minha existência.
Somente a poesia, com certeza, poderá descrever a sua essência.
Talvez, alguma vez, ela saiba do que sinto, o que senti, desde que a vi...
Continuo pela vida, nas ruas, nas praças, nas noites, nos bares.
Sem qualquer rota definida, circulo, com leveza, por todos os lugares.
Quem sabe o que virá?
O que tiver que ser, será.
Quem sabe, um dia, aquela moça aparece por aí?