sábado, 22 de setembro de 2012

À procura...



Esperança talvez não seja bem essa a palavra. Mas algo assim o movia. 
Caminhava pela cidade a procurar pelas esquinas e nas mesas dos bares não sabia bem a quem, entre tantos rostos desconhecidos. 
Percebia os olhares desconfiados e seguia a passos lentos, descompassados. O seu olhar inquieto perdia-se nas cortinas de fumaça e cerração - e na névoa da solidão... 
Como achar a esse alguém se já não conseguia reconhecer-se?

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