domingo, 2 de setembro de 2012

O silêncio...


Calou-se... Por muito e muito tempo assim... Como quem espera, do nada, a solução.
Sufocou as palavras em um silêncio que mais parecia um vasto manto a cobrir a boca de um vulcão.
Esperou o passar do tempo que, na verdade, nunca o beneficou...
Acompanhou o andar das horas com quietude e amargor.
Até que sentiu-se pronto. Forte. Capaz. Iria se manifestar! Era agora!
Cochichou... balbuciou... murmurou escondido...
Estava pronto para pôr-se aos gritos!
Mas e agora, o que fazer?
Para que gritar?
Não tinha mais o que dizer...
Não havia a mais quem falar...