terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Por enquanto...

Enquanto era abafado o canto
Escondido no sorriso largo
Ao longe era ocultado o espanto
Disfarçado no olhar amargo.
O silêncio era ouvido ao longe
Como um grito em meio ao deserto.
E o nada que esta frase abrange
Trazia o longe cada vez mais perto.
Morri dez vezes naqueles olhares insanos.
Corri nas profundezas do meu quarto.
Reinventei um por um meus desenganos
E assumi a arte, a minha parte, no teatro.
Hoje trago um sorriso amargo
Grito ao mundo um choro abafado.
Antes perto hoje passo ao largo
Daquele olhar, um ato consumado...
Fecho as cortinas em arrastado salto.
Finda uma história, outra já começa.
Abraço o vento, o ar vazio, no palco
Ao menos por enquanto é o fim da nossa peça...

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