quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Uma vez...

Vinha de algum outro quadrante
De um ponto sumido, distante
No vasto Universo sideral
Vinha de um modo urgente
Num piscar, feito estrela cadente
A luzir, a fulgurar, a brilhar sem igual
Vinha sem rastro e sem medo
A se expandir, a flutuar, sem segredo
A criar sonhos de forma escultural
Vinha com pressa, sem tempo, sem demora
Não contava, segundos, minutos, nem hora
Não fazer qualquer previsão era do seu natural
Vinha do nada, sem nada, apenas por vir
Não se sabia se haveria um tempo de partir
Não se cogitava sobre início nem se existiria final
Encantou e sumiu, se perdeu neste mundo disperso
Encantou e sumiu, retornou aos confins do Universo
Deixou-se em emoção e na inspiração de cada verso.

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